HISTÓRICO DA ASMG
 
     
 
Era uma vez um grupo de surdos que se encontrava sempre na Praça Sete de Setembro, no centro de Belo Horizonte do Estado de Minas Gerais. Corria o ano 1955, e eles não possuíam uma Associação organizada e se encontrava naturalmente com a finalidade apenas de se comunicarem. No ano 1954, em cidade de São Paulo, havia sido fundada a primeira Associação de Surdos do Brasil, no ano seguinte foi no Rio de Janeiro e a partir de então, começa a se expandir. De certa feita, um líder os surdos da comunidade da Praça Sete de Setembro, incentivou-os a organizar um grupo e criar uma Associação que os congregasse e permitisse entre eles um intercâmbio cultural, esportivo, social, assistência educacional. Assim, no dia 30 de abril de 1956, no bairro Funcionários, foi fundada a Associação dos Surdos-Mudos de Minas Gerais, que passou a receber mais sócios, sempre com o objetivo de organizar e integrar os surdos na sociedade, e tem procurado servir a comunidade surda a quase meio século. Sentimos orgulho em registrar a atividade pioneira do seu primeiro Presidente o Sr. Wolter Zoet (In-Memorial Natural de Holanda) que com seu trabalho e dedicação transformou-a no que é hoje, este patrimônio irreversível da nossa sociedade. Há anos de fundação estamos lutando na conquista do nosso espaço e nosso direito, sempre em clima amigo, de muita união e solidariedade. Estaremos procurando elevar cada vez mais alto o nome da Associação dos Surdos de Minas Gerais, e nela contou por muitos anos com a dedicação, com a força dos fiéis companheiros que como nós deram muito de si pelo crescimento da Associação. Ainda temos muito que fazer, mas continuaremos lutando para ver essa entidade cada dia mais forte, recebendo o reconhecimento daqueles que acreditam na nossa força e consegue ver no surdo uma pessoa capaz, e tem por objetivo beneficiar o portador de surdez. A Associação dos Surdos de Minas Gerais, sendo um baluarte na luta pela defesa dos direitos daqueles que vivem sobre o julgo da desigualdade social e sofrendo por todos os tipos de preconceitos. O nosso é integrar os surdos na sociedade atuado de forma decisiva lutando pelos seus direitos e deveres, dentro de nossa comunidade alertando-os sobre o beneficio de saberem se comunicar em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Orientamos os pais, profissionais para que esse também aprendam a LIBRAS, pois nosso maior anseio é que vivamos em uma sociedade verdadeiramente inclusiva que respeitem as diferenças e valorizem as pessoas pelas suas potencialidades e não por suas diferenças. Tendo isso em vista apresentamos a todos os sócios, diretores e demais interessados esse relatório um tanto quanto sucinto
objetivando apresentar as atividades desenvolvidas. Ao longo dos anos a história da Educação de Surdos tem passado por uma série de transformações essas sendo boas e ruins. Anteriormente ao Século XV às pessoas “portadoras” de surdez eram consideradas incapazes, por isso não havia necessidade de receber educação: ler, escrever e falar; após esse século as crianças filhas de nobres passaram a receber esse “privilégio” afinal elas precisavam receber a herança. Mas L´Eppé em 1750 esse fato foi mudado, ele criou um sistema associado com língua francesa, dando ao surdo a oportunidade de ler e escrever. Outros nomes poderiam ser citado como ícones na história de educação dos surdos são eles: B´Bian (1815); Thomaz Gallaudet e Laurence Clere (1815) dentre outros, mas não foram apenas conquistas nesse ínterim houve barreiras que dificultaram a trajetória do ensino oferecido ao surdo, um forte exemplo foi a que aconteceu no congresso de 1880 em Milão, os verdadeiros interessados, os surdos foram desconsiderados quando a maioria ouvinte decidiu pelo oralismo como forma de comunicação do surdo, cedendo assim a vontade dos poderosos que não aceitavam a Língua de Sinais como própria da comunidade. Porém a comunidade surda não se calou, antes continuou lutando até tornar a língua reconhecida pelo governo e sociedade.